Pela cortina da sala


Quando eu decidi que não iria, foi ali que eu fiquei...
Fiquei comigo ali naquele canto da sala, e por entre as cortinas eu me consolei.
A liberdade do amor esta em se permitir viver
Olho para fora e vejo tantas pessoas dormindo, e dali da janela por mais que eu grite, eu nada posso fazer... Eles não me veem.
A vida é bem mais que tudo isso, a vida corre por tudo, ela é o tudo e o nada e no nada me esvazio e me torno vida, faço parte dela e me deixo levar como a leve cortina da sala.
Pelas pontas dos dedos eu a toco como se estivesse tocando a minha própria alma e choro...
Como é sensível e bela ó alma transparente...Se todos soubessem o quão delicada es, te tratariam com cuidado e cautela. 
Me sinto mais leve diante desta intensa troca de amor que me esvazia e me preenche...
Me despeço dessa doce visita
Vida que segue, energia que flui...
Arrumo minhas cortinas e sigo meu dia.
Criação texto: Juliana Luz




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